Vencedor de quatro prêmios na última edição do Festival de Gramado, Cinco Tipos de Medo é um drama policial do mato-grossense Bruno Bini que põe em rota de colisão um mosaico de personagens afetados pela violência urbana: um músico, uma enfermeira, uma policial, um advogado e um chefão do tráfico. A partir de ações em cadeia impulsionadas pelo crime organizado, lutos são vivenciados, projetos de carreira são mudados e relações são interrompidas.
Cinco Tipos de Medo tem um início bastante promissor. Por alguns momentos, Bini consegue prender o espectador pelas conexões que cria entre as histórias e os personagens. Assim, até certo ponto, o filme constrói uma narrativa de clímax crescente, com a promessa de uma junção lógica das tramas que oferece. O tipo de estrutura que o longa apresenta ao espectador é desafiador: alguns cineastas alcançam êxito na execução, enquanto outros frustram por não conseguirem lidar com o “elefante branco” que propõem. O segundo caso parece ser o de Cinco Tipos de Medo. Em dado momento, a ideia de trabalhar com o conceito de medo representado por seus protagonistas se dissolve, e o ponto em comum entre suas vidas acaba sendo um pouco banal, simplificado pela batalha cotidiana diante do grande empecilho que é o crime organizado no país.









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