Especial: 5 questões para a próxima temporada de premiações

 
 
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1)Se fosse apostar em um favorito em potencial hoje, que filme seria?

Primeiro que, claro, ainda é muito cedo para se falar em favoritos. Boa parte dos lançamentos mais hypados do ano sequer foram exibidos em festivais mundo afora ou entraram em circuito comercial. Mas já existem títulos que pelos nomes envolvidos e pelos temas que trazem já surgem com grandes expectativas. A boa notícia para aqueles que gostam de twists nas temporadas de prêmios do cinema é que com muita frequência filmes que já chegam com cara de favorito acabam minguando na temporada, sendo ofuscado por sucessos inesperados.

Pode-se dizer que, até o momento, 12 Years a Slave (foto) é o filme com maiores expectativas de prêmios. Produção de época, ambientada anos antes da Guerra Civil norte-americana, o filme tem a direção de Steve McQueen (do esnobado Shame, o que já conta alguns pontos a favor) e traz uma trama que envolve um escravo liberto posto novamente à venda. Baseado no livro de Solomon Northup, personagem principal do filme, o longa conta com um duelo de interpretações entre Chiwetel Ejiofor, ator que há anos circula nas melhores rodas de Hollywood e que precisava de um protagonista como esse, e Michael Fassbender (protagonista de Shame incompreensivelmente esnobado pela Academia em 2012). O filme conta com Quvenzhané Wallis (garotinha sensação da última temporada com Indomável Sonhadora), Benedict Cumberbatch (vilão de Além da Escuridão - Star Trek e um dos nomes mais quentes do cinema atual), Paul Giamatti, Paul Dano e uma participação de Brad Pitt.

Como o filme promete cenas fortes, pode ser um material altamente inflamável para a Academia. Talvez rivalize as atenções com American Hustle, de David O. Russell, que há anos - é só ver o êxito de O Vencedor em 2011 e O Lado Bom da Vida na última temporada - tenta fechar um filme com a Academia.  O. Russell virá dessa vez com um longa sobre um agente do FBI que juntamente com um especialista em comunicação tenta desvendar um esquema de criminosos em New Jersey, na década de 1970. Para o elenco, O.Russell fechou com a "patota" que deu certo em seus dois últimos trabalhos: Christian Bale e Amy Adams, de O Vencedor, e Robert DeNiro, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, de O Lado Bom da Vida. Junto a esses atores, Jeremy Renner interpretará o agente do FBI que é o protagonista do longa. 

Mas são apenas especulações. Há outros títulos na jogada e que podem se dar bem, caso um dos dois falhe: O Lobo de Wall Street, do Martin Scorsese; The Monuments Men, do George Clooney ; Capitain Phillips, do Paul Greengrass; Rush, do Ron Howard; a biografia do Mandela, Mandela - A Long Walk to Freedom (que pode ganhar um buzz nesse momento crucial da vida do ex-líder da África do Sul); August - Osage County, que conta com o fator "elenco estelar" a seu favor; Gravidade, drama espacial de Alfonso Cuaron, que traz Sandra Bullock sozinha no espaço (um teste de fogo para a atriz que a despeito do sucesso de Um Sonho Possível ainda tem suas capacidades dramáticas postas em cheque); Blue Jasmine, de Woody Allen; The Counselor, de Ridley Scott; The Fifth Estate, de Bill Condon; The Butler, de Lee Daniels.

 
2) Que filmes do primeiro semestre podem ter chances nas premiações?

Talvez uma das apostas seguras desse primeiro semestre seja Antes da Meia-Noite, ao menos uma indicação em melhor roteiro adaptado deve sair (adaptado pois consideram-se que continuações são candidatos nessa categoria). Trata-se do desfecho de uma trilogia e uma série querida por muitos, apontado, inclusive como o melhor dos três filmes. Então, pode até ser que Antes da Meia-Noite angarie indicações afetivas em categorias como melhor filme (lembrando que com a expansão no número de indicados a categoria principal do Oscar, a entrada de títulos como esse ficou mais fácil).

Além de Antes da Meia-Noite, um longa independente (há sempre um que se destaca a cada ano) chamado Fruitvale Station sobre o assassinato de um jovem pobre e negro na Bay Area em 2008 deve chamar a atenção após a recepção calorosa em festivais como Sundance e Cannes. Do filme, o único nome conhecido é o de Octavia Spencer, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante por Histórias Cruzadas em 2012. Outros indies que também chamaram a atenção em festivais no primeiro semestre foram: o soturno Ain't them bodies saints, mas nesse caso acredito que os atores tenham mais chance de se destacar do que o próprio filme (Rooney Mara, indicada por Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres, e Casey Affleck, indicado por O Assassinato de Jesse James); e a dramédia com Steve Carell, Toni Collette e Sam Rockwell, The Way, Way Back, escrita e dirigida pela dupla que ajudou Alexander Payne a conceber Os Descendentes, Nat Faxon e Jim Rash (ganhadores do Oscar de melhor roteiro adaptado por esse trabalho, inclusive). Mas como melhor filme, entre os indies, sem dúvida a aposta é Fruitvale Station.

Em categorias técnicas e artísticas, podem apostar indicações em direção de arte e figurino para O Grande Gatsby, do Baz Luhrmann. Já dos lançamentos em Cannes, apostaria apenas em Inside Llewyn Davis, dos irmãos Coen, que a despeito de não terem ganho a Palma de Ouro saíram do festival com o Grande Prêmio do Júri e críticas favoráveis.


3) Meryl Streep, Julia Roberts, Nicole Kidman, Cate Blanchett, Kate Winslet, Emma Thompson, Naomi Watts, Sandra Bullock, Judi Dench... A categoria melhor atriz corre o risco de protagonizar grandes esnobadas por "superlotação"?

Sim, esse é um ano de medalhões na categoria melhor atriz, ao menos até a expectativa de êxito desses trabalhos não for frustrada. Os nomes de maior especulação são:
  • Meryl Streep e Julia Roberts por August - Osage County : Adaptação de uma peça do circuito off-Broadway do dramaturgo Tracy Letts (Killer Joe), que também assina o roteiro, o filme conta a história de uma família disfuncional que começa a fazer um balanço dessa convivência a partir do desaparecimento do patriarca, vivido por Chris Cooper (premiado como coadjuvante por Adaptação). A matriarca alcoólatra é interpretada por Meryl Streep, que tem o melhor papel do filme. No entanto, a trama parece girar em torno das motivações da personagem de Julia Roberts, filha de Streep na história. Streep seria coadjuvante e Roberts protagonista? Streep seria a protagonista e Roberts coadjuvante? Ou as duas seriam protagonistas? Essa definição será dada na campanha por Harvey Weinstein, que já fez coro para Winslet ser indicada a coadjuvante por O Leitor, o que não foi acatado pela Academia, e para Julianne Moore ser coadjuvante em As Horas, o que se concretizou com o anúncio dos indicados em 2003. Conhecendo Harvey Weinstein e suas campanhas agressivas e estratégicas para o Oscar, acredito que, caso o filme só se segure pelas atrizes, ele não vai arriscar perder indicações em um ano como esse fazendo campanha para ambas na categoria principal. O desenrolar dessa história será curioso... Prós: O filme tem a seu favor a produção de Harvey Weinstein, sempre esperta em temporada de prêmios, e com Streep que, independente da qualidade do trabalho em que tem seu nome estampado, sempre "vai para as cabeças" quando a interpretação é imbatível. Contra: a inexperiência de seu diretor John Wells e a pressão em torno de uma resposta positiva.
  • Nicole Kidman por Grace of Monaco: Dirigido pelo francês Olivier Dahan (Piaf - Um Hino ao Amor), contará alguns anos na vida da musa de Hitchcock Grace Kelly, quando ela já está afastada de Hollywood e recusa a proposta de protagonizar Marnie e repensa suas decisões no relacionamento com o marido Rainier, assumindo papel fundamental em um conflito envolvendo valores de impostos em Monaco. Prós: A Academia adora cinebiografias, principalmente quando são filmes que tratem sobre seus próprios personagens e sobre a realeza europeia. É como se Grace of Monaco reunisse o melhor de dois mundos. Além disso, Grace também será distribuído por Weinstein. Não há dúvidas de que as atenções todas estarão voltadas para o trabalho de Nicole, levando outras categorias para segundo plano na hora da votação, o que pode não acontecer com suas concorrentes. Contra: Kidman parece ser uma das grandes injustiçadas do seu tempo, poucos entendem a bravura de suas empreitadas, basta ver o caso de Obsessão (The Paperboy) no ano passado.
  • Cate Blanchett por Blue Jasmine: A australiana é a paranoica da vez no novo filme de Woody Allen, Blue Jasmine, chamando a atenção para a sua interpretação logo no trailer do filme. O longa estreará no final de julho e pela resposta nas sessões-teste, o nome de Blanchett parece vir forte esse ano. No longa a atriz interpreta Jasmine, uma dondoca que repensa sua própria vida quando visita sua irmã mais nova, Ginger, papel de Sally Hawkins. Prós: Woody Allen sempre capricha no tratamento dos seus personagens, e quando encontra uma atriz da grandeza de Cate Blanchett no caminho para dar vazão a essa complexidade então... Contra: O lançamento em julho pode fazer com que o filme caia no esquecimento e outros títulos mais frescos na memória dos votantes lhe passem uma rasteira.
  • Kate Winslet por Labor Day: A inglesa vencedora do Oscar por O Leitor interpreta uma dona de casa que, junto com seu filho, dá carona a um fugitivo da polícia e acaba conhecendo melhor a história desse homem, seu passado e suas escolhas na vida. O filme é dirigido por Jason Reitman (Amor sem Escalas e Juno), baseado no livro de Joyce Maynard. Quem leu, diz que é um prato cheio para Winslet, uma personagem que vai sendo descoberta em sua essência aos poucos pelo leitor. Prós: Kate Winslet é uma espécie de Meryl Streep mais nova, independente do projeto ela é indicada pois suas interpretações superam qualquer deficiência do filme. Contra: Há muito silêncio sobre esse projeto e sua estreia tardia (final de dezembro) pode acabar atrapalhando a campanha. Corre o risco também de seguir trajetória semelhante  do último trabalho do diretor, Jovens Adultos, com Charlize Theron, sendo esquecido por votantes.
  • Emma Thompson por Saving Mr. Banks: A Academia adora um come back! E Thompson promete protagonizar um daqueles em 2014. A inglesa, cuja última participação no Oscar foi em 1996, com a premiação de Razão e Sensibilidade, retorna como P.L.Travers, autora de Mary Poppins, na trama sobre a empreitada de Walt Disney (personagem de Tom Hanks) para convencer a escritora a ceder os direitos de adaptação do livro para o cinema. Prós: O come back de Emma Thompson e, semelhante, a Grace of Monaco, o fato de ser um filme que gira em torno dos bastidores de Hollywood. Contra: Será dirigido por John Lee Hancock, de Um Sonho Possível, que rendeu o Oscar a Sandra Bullock. Ou seja, um histórico não muito louvável.
  • Naomi Watts por Diana: Os últimos dois anos da vida de Lady Di serão contados pelo alemão Olivier Hirschbiegel (A Queda ! - As Últimas Horas de Hitler). Prós: Watts é a única dessa lista que ainda não ganhou um Oscar, sendo que é uma das atrizes mais queridas e talentosas da sua geração. A atriz está em uma cinebiografia de uma figura icônica da realeza inglesa, não sendo mais atraente para votantes do que Grace of Monaco somente por Diana não ter sido uma grande atriz de Hollywood. Além disso, Watts acaba de ser indicada por O Impossível. Contra: O filme demorou para acertar um plano de distribuição, que ainda parece incerto e tímido.
  • Sandra Bullock por Gravidade: Primeiro filme de Alfonso Cuáron desde Filhos da Esperança, Gravidade traz Bullock como uma astronauta sozinha no espaço após um acidente envolvendo ela e seu parceiro de trabalho, vivido por George Clooney. Prós: Como já dito, o filme será uma prova de fogo para a atriz já que na maior parte da projeção será ela sozinha em cena vivendo as tensões e o pânico da sua personagem. Contra: Pode não dar conta do recado. Além disso, o filme não tem um plot nem um contexto narrativo que tradicionalmente chama a atenção de prêmios.
  • Judi Dench por Philomena: Antecipado por Harvey Weinstein de última hora para um lançamento em 2013, Philomena é um filme de Stephen Frears (A Rainha) que traz a história de uma mulher à procura do filho que lhe foi tirado quando ela foi forçada a passar anos internada em um convento para freiras. Prós: É Judi Dench. E se comparei Kate Winslet a Meryl Streep, posso dizer que Dench é uma versão madura das duas juntas. Além disso, ela quase figurou nas listas do ano passado com O Exótico Hotel Marigold e 007 - Operação Skyfall (pelo qual foi surpreendentemente indicada a alguns prêmios). Contra: Stephen Frears é o diretor indicado a prêmios por Ligações Perigosas e A Rainha, mas também ignorado solenemente por  Cheri e O Dobro ou Nada. Philomena seguirá o destino de qual deles?
Além das veteranas, há outros nomes disputando as atenções, como Rooney Mara de Ain't them Bodies Saints; Berenice Bejo, recém premiada em Cannes por Le Passé; e Jennifer Lawrence pelo incerto Serena.  Ainda assim, arrisco dizer que a "papa prêmios" desse ano será uma veterana. Agora, qual delas, ainda é difícil dizer. Os arranjos e as possibilidades são inúmeras.


4) Cameron Diaz pode se tornar a favorita aos prêmios de melhor atriz coadjuvante por The Counselor?
 
Se é a favorita, novamente, ainda é difícil dizer, mas que ela causou uma ótima impressão no trailer de The Counselor, divulgado na semana passada, isso causou. O filme é dirigido por Ridley Scott (Prometheus e Gladiador) e será o primeiro trabalho diretamente escrito por Comarc McCarthy para o cinema (ele é o autor dos livros Onde os fracos não têm vez e A Estrada, ambos adaptados para o cinema). Trata-se da história de um advogado envolvido em uma trama sem saída de tráfico de drogas. O elenco é de cair o queixo: Michael Fassbender, como o protagonista, duelando com Penélope Cruz, Javier Bardem, Brad Pitt e Cameron Diaz.
 
Diaz ficou com uma personagem que chegou a ser disputada com afinco por Angelina Jolie. Cameron já tentou alguns anos atrás chamar a atenção de premiações com trabalhos sérios e relativamente interessantes em Quero ser John Malkovich e Gangues de Nova York, que lhe renderam indicações apenas ao Globo de Ouro. No entanto, parece ter cedido aos apelos daquilo que sempre julgou fazer melhor: comédias. Diaz parece comprometida em ser levada a sério como atriz, recentemente foi anunciada como a vilã do musical Annie. The Counselor parece ser o primeiro passo dessa mudança em sua carreira e a Academia adora reconhecer nomes desacreditados ou que estão há algum tempo na indústria, mas que nunca chegaram a ser reconhecidos por suas qualidades artísticas em premiações.
 
Claro que tudo dependerá de como The Counselor se apresentar como filme. Ridley Scott não faz um filme digno de elogios rasgados há anos e isso pode ameaçar qualquer potencial favoritismo de Diaz. Fora que ela pode encontrar pela frente Amy Adams como concorrente. A atriz está em American Hutsle e já foi indicada ao Oscar quatro vezes em pouquíssimos anos de carreira, sempre batendo na trave diante do apelo das suas concorrentes. Esse pode ser o ano de Adams... No entanto, caso Adams seja considerada protagonista ao lado de Jeremy Renner e Bradley Cooper, como alguns estão especulando, as coisas podem ficar mais fáceis.
 
Outros nomes que podem concorrer como coadjuvante esse ano: Margo Martindale, Juliette Lewis, Julia Roberts ou Meryl Streep de August - Osage County (as duas últimas ainda em suspenso pois não se sabe em que categoria se enquadram);  Carey Mulligan de Inside Llewyn Davies; Kristin Scott Thomas por Only God Forgives; Sally Hawkins de Blue Jasmine; Naomie Harris como Winnie Mandela em Mandela - Long Walk to Freedom; Oprah Winfrey em um retorno ao Oscar com The Butler; Lupita Nyong'o de 12 Years a Slave; Jennifer Lawrence de American Hustle; June Squibb de Nebraska.

 
5) Leonardo DiCaprio terá chances como melhor ator em O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese, ou será ofuscado pela carreira ascendente de Matthew McConaughey? 
 
Após esnobadas em Foi Apenas um Sonho, Ilha do Medo, A Origem, Django Livre e, possivelmente, O Grande Gatsby, DiCaprio pode ter mais chances com sua nova parceria com Martin Scorsese. Em O Lobo de Wall Street ele vive um jovem inconsequente deslumbrado pelo mundo de infinitas possibilidades de Wall Street. Especula-se que seria o Taxi Driver contemporâneo de Scorsese. No entanto, ainda não é um papel que empreenda esforços mais visíveis que é o que a Academia costuma valorizar, por exemplo. Nesse sentido, Matthew McConaughey parece uma escolha mais óbvia a se apostar na categoria de protagonista masculino com seu papel em Dallas Buyers Club, em que está irreconhecível após perder muitos quilos para viver um portador de HIV nos EUA da década de 1980.
 
Mas 2014 também pode ser o ano de quatro atores negros, o que pode render uma daquelas conjunções de fatores inéditos que o Oscar adora. Quatro trabalhos com hype esse ano: Chiwetel Ejiofor em 12 Years a Slave; Idris Elba e seu Mandela em Mandela - Long Walk to Freedom; o já vencedor do Oscar Forest Whitaker em The Butler; e Michael B. Jordan de Fruitvale Station.
 
Entre os nomes mais tradicionais, Tom Hanks de Capitain Phillips ou Saving Mr. Banks é o mais visado. Há ainda George Clooney de The Monuments Men, figurinha fácil; Robert Redford de All is Lost, muito bem quisto em Cannes e, caso indicado, seria outro come back; Jeremy Renner e Bradley Cooper de American Hustle; e Bruce Dern, vencedor da Palma de Ouro em Cannes por Nebraska. Além deles, os novatos na Academia Oscar Isaac de Inside Llewyn Davis, Michael Fassbender de The Counselor , Daniel Bruhl ou Chris Hemsworth de Rush,  e Bennedict Cumberbatch de The Fifth Estate são nomes a se considerar.
 
Comecem a bolsa de apostas, o ano promete!

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Chovendo Sapos: Especial: 5 questões para a próxima temporada de premiações
Especial: 5 questões para a próxima temporada de premiações
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